segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Fanfic nova - Talk Dirty To Me

Então, como todos sabem, ou nobody knows asuhasuaha, eu tenho uma outra fanfic no anime spirit com uma amiga minha. Só que ela é bem diferente da Diamond. Não sei se vcs vão gostar (n sei se alguém lê esse blog), mas se passa atualmente e os minos são bem safados. A fanfic é de putaria e... Ah, melhor colocar a sinopse aqui pra vcs entenderem.
Sinopse:
Estive em várias partes do mundo, não falo nenhum idioma
Mas sua bunda não precisa de explicação
Tudo o que eu realmente preciso entender é quando você
Fala indecentemente comigo


Lauren Mayhew é uma brasileira que morou a sua vida inteira em Porto Alegre sonhando com o dia em que conheceria seus ídolos. Aqueles 5 garotos gostosos e safados que fazem todas as meninas terem orgasmos. One Direction estava espalhado por todo o quarto da garota em pôsteres. Ela era obcecada por eles. Sempre foi. Mas agora está em Londres e tem a chance de conhece-los por meio de um emprego... como professora de português. Mas ela vai fazer muito mais do que só ensinar a sua língua pra eles. Ela vai usar a sua língua neles e realizar as fantasias mais loucas do seu ser. As mais picantes, safadas e pornográficas possíveis. Essa menina tem a mente completamente suja e insana. E adora quando os meninos falam sacanagem pra ela... em português.

E aí, vão querer que eu poste? 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Capítulo 7 - Audição com jurados


Jasmine’s POV
Logo alguns holofotes foram sendo dirigidos a mim, deixando a minha visão muito iluminada. Tive que esperar um tempo até me acostumar, pois estava praticamente no escuro há poucos minutos. Quando voltei a enxergar normalmente, localizei a bancada de jurados e logo vi Louis Walsh, Nicole Scherzinger e... Simon Cowell. Um arrepio de medo passou pela base da minha coluna, mas continuei caminhando até o centro do palco de onde pude enxergar a plateia. Todos me encaravam. Eu teria que aguentar toda essa pressão, então usei a minha técnica de relaxamento. Contei até 10 mentalmente e respirei fundo enquanto Simon perguntava qual era o meu nome.
- Boa tarde a todos! Meu nome é Jasmine. – sorri levemente, tentando aliviar a tensão e tirar um pouco do peso das minhas costas.
- Prazer te conhecer, Jasmine! Tens que idade? – Simon perguntou. Parece que era só ele que falava com os participantes.
- 17 anos a partir de hoje! – abri mais ainda o meu sorriso.
- Sério? Feliz aniversário, então. E já terminou o ensino médio? – Simon perguntou.
- Obrigada e sim... Já terminei.
- Ótimo. E por que resolveu vir cantar aqui?
- Porque eu sempre tive o sonho de cantar, principalmente aqui nesse programa maravilhoso que é o The X-Factor. – Simon sorriu.
- Pode começar, então. – fez um gesto com a mão, dizendo: - O palco é todo seu. – Agora era a hora. A hora que eu esperei durante toda a minha vida. Eu sonhei com esse momento. Ensaiei muito. Eu preciso me sair bem. Respirei fundo novamente e comecei o trecho da música do Bruno Mars (http://www.youtube.com/watch?v=W3hTC1WMxts)
Como não podemos cantar a música inteira na primeira audição, terminei o primeiro refrão e parei. Nicole estava com um sorriso no rosto, Simon e Louis estavam com as caras sérias. Me assustei um pouco, esperando que alguém falasse alguma coisa. Até que Simon disse:
- Nossa. Foi realmente bom. Você tem outra música que queira nos mostrar? – Simon perguntou. Me senti feliz por ele ter perguntado porque a outra música precisava de teclado e eu sabia tocar. Poderia impressioná-los ainda mais.
- Sim. Tem, sim. Só que essa precisa de acompanhamento em um teclado ou piano. – eu olhei diretamente para o Simon como se estivesse suplicando por alguma coisa.
- Ah, claro. Nós temos um teclado... Dermot, pode pegá-lo para nós? – Simon pediu ao apresentador do programa. Ele afirmou com a cabeça e passou pelo corredor escuro até voltar com um teclado. Colocou-o no meio do palco e trouxe uma cadeira também. Eu sorri, agradecendo e sentei.
- Pode começar, minha querida. Estamos curiosos para vê-la tocar. – Me surpreendi com Nicole falando pela primeira vez. Me concentrei, lembrando da letra da música e comecei a tocar calmamente (http://www.youtube.com/watch?v=VQ4LAxfu9AU)
Do you ever feel
Like a plastic bag
Drifting through the wind
Wanting to start again

Do you ever feel
Feel so paper-thin
Like a house of cards
One blow from caving in

Do you ever feel
Already buried deep
Six feet under
Screams but no one seems to hear a thing

Do you know that there's
Still a chance for you
'Cause there's a spark in you
You just gotta

Ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July
'Cause baby, you're a firework
Come on show 'em what you're worth
Make 'em go, "Aah, aah, aah"
As you shoot across the sky

‘Cause baby, you're a firework
Come on let your colors burst
Make 'em go, "Aah, aah, aah"
You're gonna leave them all in awe, awe, awe

Quando levantei os olhos do teclado, não acreditei no que via. Todas as pessoas da plateia se levantaram e aplaudiram de pé, inclusive o Simon. O Simon. Simon Cowell me aplaudindo de pé. Meus olhos se encheram de lágrimas. Fiquei muita agradecida. Levantei e fiz uma reverência com um sorriso que não queria sair do meu rosto. As lágrimas começaram a cair enquanto os jurados falavam.
- Você mostrou que sabe cantar e tocar teclado maravilhosamente bem. Com certeza, por mim, vai para a fase do bootcamp. – Louis Walsh falou.
- Me impressionei com você desde que entrou aqui. – Nicole falou e eu me lembrei das palavras do Harry. – É realmente uma menina linda e canta muito bem para 17 anos. Por mim, está dentro também.
- Não preciso nem falar nada. Levantou toda a plateia e emocionou a todos nós. Você continua, garota. – Simon falou para a minha alegria. Eu explodi em lágrimas e disse apenas um “obrigada” fraquinho ao microfone, porque não conseguia pronunciar mais nada. Saí correndo dali, louca para contar tudo ao Harry. Pera, pro Harry? Por que eu pensei nele nesse momento? Eu tenho que contar tudo para os meus pais, isso sim. Enquanto passava pelo corredor, o próximo candidato estava seguindo para o palco. Ali estava um pouco escuro, mas deu para ver que era um garoto e ele me olhou sussurrando:
- Adorei a sua voz. E o acompanhamento também. – sorriu e eu fiquei meio tonta porque a sua voz era grave. Uma voz de homem. Reparei que ele tinha uma franja para o lado, como o menino grosseiro da sala de espera, mas a cor era diferente. Era de um castanho meio loiro e seus olhos eram cor de avelã. “Pronto, outro menino bonito nesse programa.” Resolvi agradecer e passei por ele. O garoto fez questão de que seu braço encostasse levemente no meu enquanto caminhávamos para lados opostos. Um calafrio percorreu o meu corpo, mas eu resolvi ignorar. Finalmente cheguei àquela sala minúscula e já estava me sufocando por causa do calor que fazia lá dentro. Por incrível que pareça, (ou não) Harry estava me esperando sentado na mesma cadeira que antes. Quando me enxergou, deu um pulo da cadeira e veio correndo até mim:
-E aí? Como foi? Ah, nem precisa dizer nada. Aposto que passou para a próxima fase só de entrar lá e mostrar toda essa beleza.
- Não, Harry. Também não precisa exagerar. Eu tive que cantar duas músicas e tocar teclado para conseguir impressionar.
- Tocar teclado? Não sabia que você tocava também. Toca outras coisas?
- É, sim, eu toco... – parei de falar quando olhei para ele e percebi o sorriso malicioso. Não acredito que ele me perguntou isso. Dei um tapa fraquinho no seu ombro e comecei a rir. – Idiota... Vai arrumar outra pessoa para encher.
- Não. Agora eu só quero você. – e colocou o seu braço ao redor da minha cintura, me puxando em direção ao portão. Sua pegada era forte e... “Ah, cala a boca, cérebro”. Coloquei o meu braço no seu ombro, o que foi meio difícil por ele ser mais alto que eu. Fomos andando assim até a saída e estava muito melhor o clima lá. Até parece que a tensão sumiu. Chegamos à calçada e havia algumas pessoas saindo de lá também. Lembrei que deveria ligar para meu pai vir me buscar e disquei o número de casa no meu celular.
- Alô. – era a voz do papai. Eu conhecia essa voz. Mas estava completamente chorosa.
- Pai, o que foi? Estava chorando?- houve uma pausa do outro lado da linha e a voz de papai voltou ao normal.
- Não. Está tudo bem. Já acabaram as audições?
- Sim. Você poderia vir me buscar?
- Ah, infelizmente eu não posso, minha filha. O médico disse que sua mãe não pode ficar nem um minuto sozinha.
- Verdade? Ah, mas é grave?
-Depois falamos sobre isso melhor. Seria bom se você conseguisse uma carona. – olhei de relance para o Harry que escutava a conversa atentamente.
- É, sim, vou tentar. Beijos, pai, fica bem.
- Okay. Te vejo daqui a pouco e você me conta o resultado da audição.
- E você me conta o resultado do exame médico. – desliguei o celular e olhei um pouco abalada para o Harry.
- Quê exame médico? – Harry me perguntou e eu pensei se deveria contar pra ele.
- Se você puder me dar uma carona, eu te conto tudo que quiser saber. – logo que acabei de falar isso, percebi Harry sorrindo como nunca.
- Claro, seria um prazer dar carona para você.
- Então... Cadê seu carro? – perguntei.
- Por aqui. – segurou na minha mão e por um momento eu fiquei nervosa, mas me lembrei que Harry era só meu amigo e então deixei-o me levar.
Quando chegamos à esquina, Harry tirou uma chave de carro do bolso e apontou para um carro preto estacionado. Abriu a porta para mim e caminhou até a porta do motorista.
- Esse carro é seu? – perguntei, me dando conta que não tinha perguntado a idade dele. Será que ele já podia dirigir?
- Sim. Eu ganhei esse ano de aniversário.
- Atá, então você já tem 16 anos?
- Claro, meu amor.
- Ai, Harry, não me chama de “meu amor”. Odeio quando me chamam assim. – e eu odiava mesmo, porque o meu ex-namorado me chamava assim.
- Tá bom. Minha gostosa. Melhorou?
- Isso, assim tá melh... Não, pera. O quê você disse? – aí que eu olhei pro rosto dele e percebi aquela cara de safado. Não me contive e dei um tapão na sua coxa. Quê assanhamento era aquele?
- Nossa, mas você adora me bater, né? – ele disse, esfregando a coxa com as mãos. – Bate em outros momentos também?
- Ai, cala boca, Harry. – e comecei a rir. – Só você pra me fazer rir num momento como esse, né?
- Sim, só eu. Mas me conta... O que você tava falando com o seu pai? Parecia algo importante e você tava com uma carinha tão triste.
- É que... – Ah, eu nem queria me lembrar disso. Por que o Harry me fez lembrar? – Ela anda doente nesses últimos dias e não tem como negar que é algo grave.
- E você vai ficar sabendo o resultado do exame agora, quando chegar em casa?
- Sim, o médico foi até lá em casa hoje de tarde porque minha mãe não tem condições nem de sair da cama. – comecei a olhar para o chão tentando segurar as lágrimas. - Tudo que eu sempre pedi na minha vida foi saúde para a minha família e que os meus pais vivessem por muito tempo. Agora minha mãe fica doente e... Eu ainda vou deixar ela para seguir meus sonhos. Eu sou uma pessoa extremamente egoísta. – disse, colocando as mãos no rosto, me envergonhando. Nesse momento, senti o carro parar e uma mão me puxando para um abraço.
- Tenho certeza que você não é egoísta. Eu sei que acabei de te conhecer, mas eu sinto que você é uma pessoa incrível, Jas. – “ele já estava me chamando pelo apelido?”. – E acho que sua mãe deve estar orgulhosa de ter uma filha como você. – segurei nos cachos do Harry e agradeci por me ajudar com aquelas palavras. Sequei algumas lágrimas que escorriam pelo meu rosto e me afastei dele para poder olhar em seu rosto.
Harry’s POV
E naquele momento eu senti uma vontade imensa de beijá-la ali mesmo naquele carro e fazer ela se sentir a pessoa mais especial do mundo. Mas eu acabei de conhecê-la e Jasmine não parece aquelas garotas que dão pro cara na primeira oportunidade.
- É... eu te falei onde é a minha casa? Pode voltar a dirigir porque não chegamos lá ainda. – ela falou, tentando acabar com a tensão que ficou no ar, mas eu percebi que estava nervosa porque ela corou levemente. Então, Jas me explicou calmamente onde ficava a sua casa e eu dirigi até lá. Durante todo o trajeto, não falamos mais nada. Quando chegamos, eu percebi que era uma casa simples e bonita de 2 andares. Ela olhou para mim com um rostinho preocupado. Dei um sorrisão e levantei as duas sobrancelhas, falando:
- Então, a gente se vê na fase do bootcamp, minha cantora favorita. – Ela riu da minha cara e foi abrindo a porta. Segurei no seu braço e ela se virou. – Ei, não tá esquecendo de nada?
- O quê? – me inclinei até ela e deixei um beijo muito perto da sua boca e ela me olhou intrigada.
- Isso... Agora, pode ir. – e então ela abriu a porta e desceu, me deixando com a maior vontade de ir atrás dela e dar algo muito maior do que um simples beijinho.
Jasmine’s POV
Entrei em casa e logo fui sentindo o cheiro de comida. Papai devia estar preparando alguma coisa para minha mãe. Fui até a cozinha e encontrei ele de avental fazendo, aparentemente, uma massa ao molho de quatro queijos que eu identifiquei pelo aroma. Abracei-o por trás e ele se virou para me dar um beijo na testa:
- E aí? Passou? – papai já foi logo me perguntando.
- Não... – Tentei enganá-lo, fazendo uma cara triste, mas não deu certo porque logo eu comecei a sorrir.
- Ah, não tente me enganar, Jas. Aposto que você conseguiu.
- Siiiiiiiiiim. – e me atirei no abraço dele.
- Que bom, minha filha. Fico muito orgulhoso de você. Sua mãe está louca para saber a resposta dos jurados, então, se eu fosse você, subia agora para o quarto.
- Okay. Mas, antes, pode me falar o quê mamãe tem? – perguntei, deixando ele um pouco sério.
- É... o médico ainda não sabe ao certo porque ele vai precisar de mais do que um simples exame em casa para ter o resultado.
- Tá, mas é grave? – perguntei, implorando por uma resposta.
- Não, não. Ele nos deixou tranquilo. Disse que com a ajuda de um tratamento médico, ela consegue melhorar em alguns poucos meses. – mas, mesmo assim, papai não tirava aquela expressão séria do rosto.
- Que bom, então. Espero que ela fique boa logo e consiga me ver cantar. – e sorri. Saí correndo dali, louca para encontrar mamãe e contar tudo pra ela. Cheguei ofegante ao final da escada e abri a porta devagar, caso ela estivesse dormindo. Mas não estava. Parecia até que me esperava. Quando entrei, corri até a cama e me atirei ao lado dela.
- Qual o motivo dessa alegria toda, minha menininha? – mamãe me perguntou olhando em meus olhos.
- Adivinha... – nem dei muito tempo para ela pensar. – Eu passei para a próxima fase! YEAH! – e levantei um dos braços em um movimento de comemoração. Mamãe começou a rir e me puxou para um abraço apertado.
- Eu sabia que você conseguiria. Agora vai lá e ganha aquela competição por mim. – nos afastamos e ficamos nos encarando por um momento.
- Claro, mamãe. Tudo por você. – e beijei seu rosto. – Já tá se sentindo melhor?
- Sim, muito melhor. Agora estou morrendo de fome e seu pai tá demorando com aquela massa.
- Acho que vou lá ajudar ele, então. Aquele lerdo não sabe nem fazer uma massa. – e nós duas caímos na gargalhada.
- Vai lá, meu amor. – sorri para ela antes de caminhar até a porta e descer até a cozinha.
- E aí, pai? Essa janta sai ou não sai? – perguntei, brincando com ele.
- Já tá quase pronta. – falou, se atrapalhando todo com as colheres e os temperos.
- Claro. – e comecei a ajuda-lo. – Admita, pai. Você não consegue nem fazer uma massa sem a ajuda da sua filhota. – e ele riu.
- É verdade. Eu não consigo viver sem esse anjo na minha vida. Não sei como vou fazer tendo que cozinhar todos os dias para a sua mãe quando você não estiver aqui.
- Vai ter que pedir pizza todo dia. Só não vai engordar, né, pai? – brinquei dando um tapinha na sua barriga.
- Que nada. Eu nunca engordo. – e deu um sorriso pretensioso.
- Tá, agora vamos terminar logo com essa massa que mamãe está com fome.
Quando estava tudo pronto, fomos até lá em cima para ajudar mamãe a descer as escadas e jantar lá embaixo como sempre foi. “Já disse que eu tenho a melhor família do mundo?” Sentamos todos ao redor da mesa redonda no centro da cozinha e começamos a conversar sobre vários assuntos enquanto comíamos.
- Até que ficou boa essa massa, papai. – e comecei a rir. – Só porque eu te ajudei.
- Viu como é essa guria? Só porque passou num programa famoso agora tá se achando toda. – meu pai falando olhando para mamãe que permaneceu um pouco séria durante todo o jantar.
- Quê foi, mãe? Por que essa cara? Não está feliz que sua doença tem cura? – eu perguntei.
- É, sim, claro que sim, Jas. Só estava com o pensamento longe. Então, nos conte tudo o que aconteceu por lá.
E assim eu contei tudo, tirando a parte do Harry, do Louis, do Zayn, do garoto misterioso do corredor e daquele fofo que não parava de rir. Mas nenhum deles saía da minha cabeça.
♥   ♥   ♥
Minhas malas já estavam prontas e eu só estava esperando o papai descer para irmos até o lugar que estava na carta. Pois é, veio uma carta dizendo o endereço para a fase do bootcamp. Pelo que eu ouvi falar do programa, nessa fase eles separam as pessoas em grupos e cada grupo fica em uma casa diferente pra se conhecer melhor. Era dividido em garotos, garotas, maiores de 28 e grupos.
Meu pai veio descendo a escada correndo e seguiu até a porta para abri-la. Eu já tinha me despedido da mamãe, mas foi uma despedida bem dramática. Ela me deu vários conselhos e advertências e eu quase chorei por estar me afastando dela por um tempo. Finalmente, papai conseguiu abrir a porta e eu passei por ele indo em direção ao carro.
- E aí? Ansiosa? – papai perguntou enquanto apertava o botão para as portas do carro abrirem.
- Muito. – na verdade, eu estava mais nervosa. Por ver o Harry de novo. Mas não quis comentar sobre isso.
Entramos no carro e eu li de novo o endereço para papai se situar. Ficamos conversando sobre o reality show durante todo o caminho. Sobre como sempre foi o meu sonho, desde pequenininha, ir para o X-Factor. E agora esse sonho estava se tornando realidade.  Simplesmente não conseguia acreditar. E enquanto conversávamos animadamente, o carro parou e percebi que havíamos chegado a um lugar um pouco afastado da cidade e que ao fundo do local havia uma casa moderna branca e com janelas de vidro. Era incrivelmente bonita. Fiquei um tempo olhando para a casa, um pouco maravilhada com tudo aquilo. Olhei para o papai e ele me olhava com a mesma cara.
- Bom, então parece que é aqui que nos despedimos. – sorriu e me puxou para um abraço bem apertado.
- Tá, acho que deu. Já tá me sufocando, pai. – ele me soltou e eu comecei a rir um pouco sem fôlego. Ele beijou minha testa e pediu que eu me cuidasse muito bem e arrasasse. Eu respondi com um “claro” confiante e saí do carro em direção a casa, levando as minhas malas.
Aquela confiança toda foi se dissipando enquanto eu andava e foi por água abaixo quando eu abri a porta de vidro e todos olharam para mim. Inclusive Harry, Louis, Zayn, o garoto do corredor e o loirinho. Desviei o olhar de todos eles e concentrei só em Harry, pedindo com o olhar para que ele viesse me ajudar. Havia umas 20 meninas naquela sala e mais meninos ainda. E o homem gay falava alguma coisa que eu não estava prestando atenção. Harry veio até mim e me deu um abraço sufocante (credo, as pessoas tem que parar de tentar me matar com esses abraços). Então, ele pegou as minhas malas e levou até um canto onde estavam várias malas. Veio até o meu lado e ficou parado ali enquanto tentávamos escutar o que o cabelo-rosa-choque dizia. Não sei se Harry estava fazendo de propósito, mas sua mão encostava suavemente na minha. Decidi ignorar aquilo e prestar atenção em outras coisas, como a decoração. Não, mentira. Prestei atenção nos garotos mesmo. Aquele idiota do Louis não parava de me encarar friamente do outro lado da sala. Zayn estava perto do local das malas, enquanto olhava fixamente para o celular. Encontrei o garoto do corredor e o loiro também. Ótimo, todos os garotos que mexeram comigo de alguma forma estão aqui. “Obrigado, Deus, por toda essa tentação.” Concentre-se, Jasmine. Pensei comigo mesma e decidi prestar atenção no que o produtor falava.
- Então, como eu disse antes, não conseguimos encontrar quatro casas para vocês dessa vez. Então os garotos irão ficar na mesma casa que as garotas – alguns suspiros e reclamações atrapalharam o homem- SILÊNCIO. Odeio ser interrompido... E os maiores de 28 ficarão com os grupos em outra casa. Vocês todos vão ficar nessa casa aqui, se conhecendo melhor por um tempo e se preparando para a apresentação que tem para frente. Não se esqueçam que de todos vocês, inclusive os grupos e acima de 28, sobrarão apenas 24 para a próxima fase. Boa sorte. Ah, e esqueci de comentar que no corredor principal da casa há uma folha colada com os nomes das pessoas que ficarão nos mesmos quartos. Vocês dormirão em duplas e infelizmente, não há o mesmo número de meninos e meninas. Então, tivemos que juntar alguns meninos com algumas meninas, mas vocês certamente não irão se incomodar. Passar bem e aproveitem. – e saiu dali rebolando com sua bolsinha pendurada no ombro. “Bichona”. Tentei não falar aquilo alto e olhei para o Harry esperando que ele dissesse o que iríamos fazer. Ele me olhou com uma cara de sem-vergonha e disse:
- Vamos lá olhar a listinha dos dormitórios. – pela cara dele, dava para saber o que pensava. Ele estava torcendo para que ficasse no mesmo quarto que eu. E eu estava torcendo justamente o contrário. Eu rezava para que tivesse ficado em um quarto com alguma guria. Poderia ser um capeta, mas desde que fosse uma guria. Fomos caminhando lentamente até o corredor principal que já estava atolado de gente. Esperei algumas pessoas saírem e desocuparem o espaço e apertei meus olhos para enxergar meu nome. “Jasmine e Niall – Quarto 208”.
- Niall? Quem é Niall? – levantei minha voz para que todos os que estavam no corredor me ouvissem. E, para minha alegria (só que não), um loiro se pronunciou.

- Sou eu. – disse o loirinho bonitinho que era amigo daquele Louis. “Obrigado, Deus, mais uma vez”. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Capítulo 6 - Audição com produtores

Harry’s POV
Não pude deixar de reparar na beleza dessa menina. A Jasmine. E será que ela cantava bem também? Nesse momento eu agradeci internamente por ter vindo até aqui para fazer os testes. Se eu não viesse, não a teria conhecido.
- Então, está nervoso com as audições? – ela me perguntou com um sorriso meigo.
- Nossa, muito. Realmente muito nervoso. E você? Com medo do Simon?
- E quem não tem medo dele? Mesmo tendo ensaiado todos os dias, eu ainda estou muito nervosa e com medo de errar.
- Não fique. Todo mundo erra. E eu aposto que você canta bem e vai impressionar os jurados só de entrar lá.
- Ah, é? E como você sabe?
- Olha pra você. Linda, meiga, simpática, gost...
- Tá, tá. Já deu. Tá me deixando envergonhada. – E nesse momento ela passou a mão pelo cabelo e suas bochechas coraram um pouco. Admito que adorei vê-la desse jeito. Sorri, mostrando as minhas covinhas que eu sei que a fariam derreter. Passei a mão no seu rosto angelical e disse:
- Sabe... eu sempre gostei de meninas tímidas.
- Mas eu não sou tímida. É só que... a gente acabou de se conhecer e você fica me fazendo esses elogios.
- Como se você não merecesse. – e parei para admirar o corpo perfeito dela. E a menina ainda usava um vestido floreado que deixava as suas coxas à mostra. Ela queria me enlouquecer, só pode.
- Para de olhar. - ela falou com um tom autoritário na voz.
- Fica meio difícil quando uma garota está usando um vestido curto. Mas, como a gente ia dizendo... Qual foi a música que você escolheu para cantar?
- Na verdade, eu peguei duas músicas para o caso de eles pedirem pra me ver cantando outra. É... Just the way you are e Firework.
- Já deu pra ver que você tem bom gosto. Eu escolhi Isn’t she lovely do Stevie Wonder.  E olha que coincidência, parece que a música foi feita para você: Isn’t she lovely? Isn’t she wonderful? Isn’t she precious? (Ela não é adorável? Ela não é maravilhosa? Ela não é preciosa?) – resolvi usar a minha voz rouca para cantar um trecho da música para ela.
- Para, Harry. As pessoas já estão começando a olhar para você.
- Ah, que se danem as pessoas. Agora eu estou falando com você. Então, que idade tens?
- Coincidência você perguntar, porque estou fazendo 17 anos hoje. – e ela sorriu como se fosse a melhor coisa do mundo poder contar para alguém que fez 17.
- Sério? Feliz aniversário. – E aproveitei esse momento para abraça-la fortemente. - Espero que você passe no seu teste. Não seria um presente incrível?- falei no seu ouvido. Ela me soltou e percebi que tinha ficado um pouco arrepiada:
- Seria perfeito. Eu iria pirar. – Ela falando em pirar e eu que estava pirando ali. Depois de tudo isso, ela ainda é um ano mais velha que eu. – Espera aí. Acho que eu já tinha te visto em algum lugar...
- Ah, acho que é porque eu trabalho em uma padaria aqui em Londres. Você deve ter me visto por lá.
- Claro, claro. – sorriu.
- Então você mora aqui... – “Como eu nunca tinha visto ela?” – E já terminou a escola?
- Sim, essa semana nós tivemos as provas finais. E você?
- Terminei essa semana também. Adeus, escola. Olá, faculdade... oooou carreira musical. – ela gargalhou. “Que risada encantadora.”
- Acho que para você vai ser carreira musical.
- E por que você acha isso?
- Ah, só de ouvir a sua voz.
- Então quer dizer que se impressionou com a minha voz? –Levantei uma sobrancelha em questionamento. – Bom saber. – E cheguei mais perto dela com um sorriso maldoso no rosto.
Jasmine’s POV
Jesus, que guri era aquele? E o que ele estava fazendo comigo? Depois dessa última frase dele eu me arrepiei por completa. E quando ele cantou eu pensei que não iria aguentar. “Ai, Jasmine. Chega de pensar bobagem. Lembra? Você mesma disse que nunca mais iria se apaixonar”. Mas eu poderia aceitar ser amiga dele. Sem segundas intenções.
- É, ãhn, olha pra frente, guri. A fila anda, sabia? – falei, mudando de assunto, e ele se virou atordoado, percebendo que havia alguns metros vazios na frente dele. Andou e eu acompanhei os seus passos. Já estava quase na hora. Primeiro seria uma audição com os produtores para sabermos se podemos entrar no palco e mostrar nossa voz aos jurados. Eu mal podia esperar. Olhei a minha frente e percebi que depois de umas dez pessoas era a nossa vez. Talvez eu não estivesse pronta. Mas não iria desistir agora. Já cheguei até aqui e fiquei esperando um bom tempo na fila tendo que aguentar as cantadas daquele Harry galanteador. Falando nele, ás vezes aquele “ser” olhava para trás e lançava um sorriso safado ou um olhar sexy. Eu tinha que admitir. Seria difícil ser apenas amiga dele.
 Depois de uns bons 15 minutos, nós passamos pelo portão e demos nosso nome, idade e profissão ao carinha que estava ali como segurança. Entramos em uma sala apertada para todas aquelas pessoas e sentamos em cadeiras de plástico. Adivinha quem sentou do meu lado? Ele mesmo, o Harry. Esse guri estava me perseguindo. E para piorar, não parava de me olhar e me pedir – quase implorando – para que eu cantasse um trecho da minha música.
- Não, Harry. Mas que merda. Eu tenho que guardar minha voz para as audições.
- Tá bom, senhorita tenho-que-guardar-minha-voz-para-as-audições. – Falou aquilo numa tentativa falha de imitar a minha voz. Eu revirei os olhos e de repente ouvimos um homem chamando.
- Harry Styles. – o cara que estava à porta chamou o nome dele. Apertei seu braço e sussurrei um quase insonoro “boa sorte”. Meu mais novo amigo se levantou e foi até a minúscula sala que ficava por trás da porta. Eu sorri me lembrando da sua obsessão por mim. Meu deus, o garoto mal me conhece. Falando em garoto, tinha um que não parava de me encarar. Ele estava de pé conversando com outro menino mais ou menos da sua altura só que, diferente dele, era loiro. Esse menino que me encarava tinha uma franja para o lado que tapava praticamente toda a sua testa, uma touca preta, olhos brilhantes e azuis e... bom, pode se dizer que era atraente. O pior de tudo é que ele falava com o menino loiro ao lado sem tirar os olhos de mim. No início, eu fiquei envergonhada porque eu odeio que fiquem me encarando. Mas resolvi entrar na brincadeira e fiquei olhando profundamente o seu rostinho bonito. Um minuto depois desse “jogo do sério”, o garoto desistiu de me encarar e olhou para o loiro ao seu lado. Sorri comigo mesma pensando ter ganhado o jogo e, quando eu menos espero, o garoto estava caminhando em minha direção. Joguei o cabelo para o lado despreocupadamente tentando fingir que não estava prestando atenção nos seus passou rápidos até mim. O menino “encarador”, como eu resolvi chama-lo, sentou-se ao meu lado onde Harry estava sentado um tempo atrás.
- Me desculpa, mas meu amigo estava sentado aí e daqui a pouco ele volta. – resolvi alertá-lo.
- Não se preocupa que o papo é rápido. Por que você não para de me olhar? Perdeu alguma coisa lá? – o garoto perguntou.
- Oi? Se eu perdi alguma coisa lá? Olha aqui, menino, acho que você não bate bem da cabeça porque quem começou a me encarar primeiro foi você. – perdi a paciência com esse garoto. Onde já se viu? Comecei a rir sozinha e balbuciei um “Só pode ser louco” bem baixinho.
- Como é que é? Ah, louca é você. E agora vê se para de me olhar se não eu vou ser obrigado a vir aqui fazer você parar. – o garoto me ameaçou segurando forte no meu braço. Bati na mão dele e gritei:
- Me larga, garoto. Eu nem sei o seu nome e você acha que pode me tocar assim? Sai daqui. – Ai, que ódio. Se ele continuar aqui, vou ser bem capaz de estragar esse rostinho.
- Ei, algum problema, aí, moça? – O guarda que estava no portão gritou de lá para mim. Fiz um sinal de okay com a mão porque não queria me incomodar no primeiro dia de audição.
- Isso não é problema. – o garoto falou e chegou mais perto de mim sussurrando no meu ouvido. – Eu sou o Louis. Pronto, agora que você já sabe meu nome, eu posso te tocar do jeito que eu quiser. – o maldito sorriu consigo mesmo, soltou o meu braço e foi andando até o lugar onde se encontrava antes. Fiquei paralisada com essa ação dele. Ainda estava um pouco tonta por ele ter falado com aquela voz ao meu ouvido. E não pude deixar de olhar para a sua bunda, porque eu tenho um fetiche por bundas de meninos. E, nossa senhora, o que era aquilo? A bunda daquele garoto era maior do que a minha. Ou pelo menos maior do que muitas bundas de meninas por aí. Balancei a cabeça e tentei vasculhar a minha mente em busca de outras coisas para pensar. Nem precisei muito tempo porque logo o mesmo homem que tinha chamado o Harry, apareceu à porta e chamou:
- Jasmine Monroe. – Enquanto o cara falava, Harry saiu pela mesma porta com um sorriso estampado no rosto. Passou por mim e sussurrou:
- Vai lá e vê se consegue fazer melhor que eu. – falou, se gabando. Bati no seu ombro e caminhei até a sala pequena. É agora... Adentrei a sala e enxerguei uma bancada com 2 pessoas atrás dela. Um homem e uma mulher. Bem, não dava pra dizer que era um homem, pois ele tinha um cabelo rosa- choque (isso mesmo, rosa-choque) e usava lápis de olho. A mulher era elegante, loira de cabelo liso e alta. Sorri e me apresentei para os dois.
- Boa tarde, meu nome é Jasmine, estou fazendo 17 anos hoje e terminei a escola esse ano. – falei tudo com muita calma enquanto respirava fundo para me acalmar.
- Boa tarde, Jasmine. Adorei o seu nome. Feliz aniversário e... boa sorte. – a mulher me falou.
- Obrigada. – eu sorri e respirei fundo pela última vez antes de começar a cantar a versão de Bruno Mars modificada. http://www.youtube.com/watch?v=W3hTC1WMxts
Oh, his eyes, his eyes
Make the stars look like they're not shining
his smile, his smile
The only one I keeps smiling
he's so wonderful
And I tell him everyday
Nessa hora, a mulher estava afirmando com a cabeça em aprovação com uma cara satisfeita. E o homem-que-não-parece-ser-homem estava com a boca entreaberta.

Yeah, I know, I know,
When I compliment him he don't believe me
And it's so, it's so
Sad to think that he don't see what I see
But every time he asks me, do I look okay,
I say

When I see your face…
-         PARA, PARA TUDO! DEU, VOCÊ JÁ PODE FAZER AS AUDIÇÕES, MENINA. CALA ESSA BOCA E GUARDA ESSA VOZ DIVINA PARA OS JURADOS OUVIREM. EU A-DO-REI. – o homem (que agora deu para ter certeza que é gay) gritou e eu gargalhei meio envergonhada e também muito feliz com a reação.

-         Sim, garota. Você tem muito talento. Por que não veio antes? Pode sair daqui e esperar lá fora para te chamarem ao palco. – a mulher falou.

-         Obrigada, muito obrigada pelos elogios de vocês. Sério, realmente muito obrigada. – eu falei tudo aquilo sorrindo.

- Não precisa nos agradecer. Apenas usa essa voz e impressione os jurados. Arrebenta, garota. – o gay falou para mim. Eu acenei e saí dali meio tonta e com as pernas bambas por ter feito a minha primeira audição. Ainda não acreditava no que tinha acabado de acontecer. Era muita sorte minha. Caminhei e me sentei ao lado de Harry, ofegante. Ele me abraçou de lado e falou:
- Deu pra ouvir tudo daqui. Porra, você canta bem pra caramba. Não sabia que era pra tanto. Conseguiu me superar – levantou as sobrancelhas de modo que aquilo parecesse uma surpresa.
- Dá pra parar de se achar por um segundo? – eu ri. – E obrigada pelo elogio, se isso pode ser considerado um elogio. – ele riu comigo e continuamos conversando por um tempo. Ásvezes eu cvees vezes eu   enquanto ele elogiava a minha voz. Ás vezes eu passava o olhar pelo garoto, Louis, e ele também lançava uns olhares de dar medo. Como se estivesse com raiva de mim, sendo que eu nem tinha feito nada pra ele. Aff, que garoto malcriado.
Harry’s POV
A Jasmine é perfeita. Definitivamente, não vou conseguir ser só amigo dela. Um dia, ela ainda vai ser minha. Jas tem uma voz incrível, um rosto perfeito e um corpo de dar inveja em qualquer mulher. Além disso, é simpática e já é minha amiga. Espero que nós dois passemos no teste e fiquemos juntos até eu conseguir conquistar aquele coração que parecia ser de pedra.
- Quer se casar comigo? – perguntei só para ver a reação dela.
- Quê isso, Harry? Mal conhece a guria e já quer casar, é? Aposto que faz isso com todas. – ela disse, brincando, mas no fundo eu sabia que estava nervosa. Eu sempre consigo deixar as garotas nervosas.
- Todas? Hoje, para mim, só existe você. – falei e levei a mão até o seu rosto, segurando o seu queixo entre os meus dedos. Ela fechou os olhos por um momento, se deliciando com aquele toque. Mas o momento não durou muito, porque...
- Harry Styles. – Agora outro homem me chamou de um lugar diferente. Uma abertura na parede que parecia levar para outro ambiente. Devia ser o palco. E aquela sensação de nervosismo voltou, acompanhada de um frenesi de alegria. Aproveitei que estava naquela situação com Jasmine e beijei seu rosto, dizendo:
- Me deseje boa sorte. – saí dali percebendo que tinha a deixado vermelha de vergonha. Ri comigo mesmo enquanto me encaminhava para o palco. (se quiser ver a audição do Harry, clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=bZ6f4x6l3cg)
Jasmine’s POV
Harry saiu dali, me deixando sozinha novamente. Mas dessa vez eu estava completamente vermelha e sem ação depois daquele beijo no rosto. Lembrei a mim mesma: “Jasmine, ele é um amigo. Não pense besteira. Não se apaixone. Leve numa boa”. Voltei ao normal e me endireitei na cadeira. Fiquei repassando a música na cabeça para não errar na hora, enquanto aquele menino idiota me encarava de novo. Resolvi olhar para outros lugares, ou outros meninos, como o loirinho ao seu lado. Parecia ser tão legal e também era bonitinho. Tinha as bochechas rosadinhas, olhos azuis e uma gargalhada muito fofa. E parecia que aquele tal de Louis não parava de contar piadas, ou seja lá o que fosse engraçado, para esse loiro porque ele não parava de gargalhar. Continuei observando ao redor e percebi que havia mais garotos do que garotas. Reparei num moreno solitário, sentado em um canto. Estava com a cabeça baixa e mexendo no celular. Fiquei com pena por ele estar sozinho e resolvi caminhar até aquele canto. Quando eu estava perto o suficiente para ver melhor o seu rosto, o menino levantou a cabeça. Parecia ter a minha idade, tinha um olhar castanho profundo e a pele morena. Para completar, um brinco em uma das orelhas, o que dava um charme extra a ele. E foi aí que eu me arrependi de ter chegado tão perto. Só de estar assim, perto dele, já me sentia completamente extasiada e sem saber o que fazer ou falar. Decidi por uma coisa simples:
- O-oi. O que está fazendo aqui sozinho? – pergunta besta, eu sei. Mas eu não sabia mais o que falar depois de ver que ele era tão lindo. Aquilo mexeu comigo, sabe?
- Eu gosto de ficar sozinho. Mas se quer saber o que eu estou fazendo... Eu tô mandando mensagens de texto para a minha namorada.- ele falou aquilo tão rudemente que eu arregalei um pouco os olhos. – O que foi? Te assustei? Ah, me desculpe. Mas o que você queria falar?
- Nada, só vim ver se você precisava de companhia. – depois que eu falei aquilo, o garoto olhou para o meu rosto e foi descendo o olhar até chegar aos meus pés. Ele fez aquilo tão devagar que eu fiquei hipnotizada pelo olhar dele. “Ah, Jasmine. Cale a boca. O que você pensa que está fazendo? Mal chegou aqui e deu de cara com um gostoso de olhos azuis. Depois um mal-educado, que era lindo por sinal, veio falar com você. E agora você vem falar com um moreno alto, bonito e sensual... Eu realmente preciso manter os meus pensamentos controlados ou posso acabar fazendo uma bobagem!”. Ele sorriu pela primeira vez, fazendo meu coração acelerar (legal. Agora além de controlar os meus pensamentos, preciso mandar meu coração parar de disparar).
- Fazer companhia a um garoto que você nem conhece? Deveria ter perguntado meu nome antes de qualquer coisa. – ele me olhou com os olhos semicerrados.
- Ãhmn, sim. É-é, qual o seu nome? – ah, que merda. Por que eu gaguejei?
- Zayn Malik, prazer. – Ele falou aquilo se levantando e estendeu a mão. Olhei para a sua mão grande e lembrei que tinha que apertá-la.
- Ah, claro. O prazer é meu. – droga, esqueci de dizer meu nome. – E eu sou...
- Jasmine Monroe. – o mesmo homem que tinha chamado o Harry alguns minutos atrás, resolveu me chamar bem nessa hora.
- É, acho que sou eu. Então, é, prazer te conhecer, Zayn. – caramba, por que eu estou toda enrolada? Eu preciso me acalmar. Daqui a pouco eu entro no palco e não posso fazer besteira. Ele sorriu e piscou para mim – pera, por que ele piscou? – enquanto eu me afastava. Argh, eu juro que mato esse guri quando eu voltar. Primeiro ele é grosseiro, depois observa meu corpo e se apresenta. E agora pisca pra mim. “Que droga, Jas. Não se esqueça que todos os garotos são cafajestes. Harry é um galinha, Louis é um mal-educado e esse Zayn também não deve ser boa coisa. Ainda mais se comportando assim, depois de dizer que tem namorada.” Deixei meu pensamentos sobre meninos de lado e caminhei até o palco, passando pelo Harry, sentindo pela primeira vez o seu perfume forte. Ele sorriu de orelha a orelha e falou:
- Eu passei, hahá! Eu passei, passei, passei. – e começou a fazer uma dancinha de comemoração esquisita. Abracei ele para que parasse com a tal dança e parabenizei.
- Parabéns, Harry! Agora é a minha vez.
- Você também vai passar. Se eu passei, você também passa.

- É claro! – eu sorri, mas não acreditei muito nas minhas palavras. Caminhei um pouco insegura para o palco e fui repassando a música na minha cabeça. Era fácil e eu tinha acabado de cantar na sala dos produtores. Então, agora era a minha chance de fazer tudo certo. De seguir meus sonhos. Passei por um corredor um pouco escuro, acompanhada de um outro homem que supus ser o apresentador. Ele gesticulou para que eu continuasse sozinha e me desejou boa sorte. Minhas mãos começaram a suar. Meu coração voltou a bater mais forte. Minha pernas ficaram fracas de repente. Achei que ia desmaiar ali mesmo, mas eu tinha que ser forte. Repeti para mim mesma: “Você consegue, Jas! Você consegue”. Respirei fundo e entrei no palco.  

sábado, 7 de dezembro de 2013

Capítulo 5 - Mudanças radicais

Capítulo 5 – Mudanças radicais
Jasmine’s POV
Então... Para realmente acontecerem mudanças radicais na minha vida eu tinha que fazer uma. Foi aí que eu resolvi ir para o salão de beleza mudar o visual loucamente. Entrei decidida e, como já tinha marcado o horário, prontamente já fui pedindo:
- Eu quero um corte repicado nas pontas e a parte de trás do cabelo pintada de azul. – É, de azul, isso mesmo. Eu sempre quis fazer isso, mas a coragem nunca vinha.
- Você tem certeza? Seu cabelo é tão lindo... Não está com medo de estragar? – a cabelereira loira com um corte muito curto me perguntava.
- Eu tenho certeza absoluta. Pode começar.
♥   ♥   ♥
Cheguei em casa e mostrei o meu visual novo para os meus pais. Eles não falaram nada. Claro que eles não iriam elogiar porque é algo muito moderno pra cabeça deles. Mas também não me julgaram. Apenas sorriram e perguntaram o porquê desta mudança toda. Ora, a justificativa é simples. Quero deixar essa menina frágil e ingênua para trás e começar uma nova fase da minha vida. Meu novo visual tem outro motivo, como a minha audição no The X-Factor UK. Siiiiiim, eu fui aceita para as audições com os produtores. Só de pensar naquilo já me dava um frio na barriga. Aquela sensação de medo e nervosismo misturada com felicidade e empolgação. Eu estava mais feliz do que nunca. Mas sabia que a felicidade não duraria muito tempo, porque tinha a doença da minha mãe e, ninguém falava sobre isso, mas todo mundo estava percebendo que não era apenas uma gripe. Era algo maior. Muito maior. E, pensando sobre isso, tive a brilhante ideia de fazer uma sopa caseira para mamãe. Ela sempre gostou de sopa e como não estava em condições de fazer por si mesma, resolvi que uma sopa feita pela filha seria a melhor opção... Quando terminei, levei para mamãe e percebi que ela estava dormindo. Então apenas deixei o prato na mesinha ao lado da cama e um beijo na sua testa. Me dirigi ao meu quarto e, chegando lá, deitei na cama.
Foram tantas mudanças que ocorreram nos últimos dias. Descobri que um idiota me traía. Quase me matei. Recebi a pior notícia do mundo de mamãe. Resolvi entrar no X-Factor. Mudei o visual. Falando em mudança de visual, me lembrei que tinha uma caixinha com lentes de contato em algum lugar do meu quarto. Saí à procura dela e encontrei no fundo de uma gaveta que eu nunca mais tinha aberto. Me encaminhei até o banheiro e coloquei – depois de muito esforço e paciência – as malditas lentes. Por incrível que pareça, me senti muito melhor com elas do que com o meu óculos usado desde a 8ª série. E tomei a segunda decisão do dia: trocar os óculos pelas lentes de contato. É só uma questão de tempo até eu me acostumar com elas. Então me olhei no espelho e percebi a minha mudança. Fisicamente e interiormente também. Meu olhar estava mais decidido, meu cabelo mais rebelde e... era impressão minha ou eu tinha crescido alguns centímetros? Sorri ao me olhar assim, tão confiante. E me dei conta que os problemas e desilusões nos tornam uma pessoa mais forte. Eu nem chorava mais todos os dias, como antigamente. Por um lado, foi até bom terminar com aquele... Qual é mesmo o nome dele? Ah, esquece. Não vale a pena me lembrar de algo tão fútil.
Pensando em coisas boas, falta exatamente uma semana até o meu aniversário de 17 anos. 17 anos. Meu deus, nem acredito. Há pouco tempo eu era uma menininha de 14. Agora eu era uma mulher de quase 17 anos que estava a uma semana da audição com os produtores. Eu esqueci de comentar que a audição será no mesmo dia que o meu aniversário?  Dia 21 de agosto será um dia inesquecível. Pra melhor ou pra pior, dependendo da resposta dos produtores e dos jurados. Mas eu vou me esforçar. Vou dar o melhor de mim no dia do teste. Já comecei a ensaiar duas músicas. Porque nós temos que sempre irmos preparadas com duas músicas, no caso de eles pedirem para você mostrar outra coisa. Então escolhi músicas que eu gosto muito e tenho facilidade para cantar: Firework, da Katy diva, e Just the way you are, do Bruno Mars que canta divinamente bem. São hits do momento e eu tenho que aproveitar para cantar algo do meu gosto enquanto sou eu que posso escolher as músicas.
♥  ♥  ♥
Essa semana passou voando porque eu estava atolada de coisas pra fazer. Eu tinha que estudar para as provas finais, terminar alguns trabalhos e ainda arrumar tempo para ensaiar. Então hoje é dia 20 de agosto – último dia de aula - e amanhã é meu aniversário e os testes. Tudo no mesmo dia. Não sei se vou aguentar tanta empolgação. Provavelmente, eu nem vou conseguir dormir esta noite. Agora a ansiedade e o nervosismo estão à flor da pele. Treinei tanto as minhas duas músicas que vai ser impossível errar qualquer uma. Estava me sentindo completamente segura das minhas escolhas, mas é claro que o nervosismo sempre estaria ali. Principalmente na hora em que eu cantasse. Até porque eu sempre fui meio tímida, nunca estive entre os populares. Mas eu não era daquelas tímidas que levavam desaforo pra casa. Se alguém me incomodasse, levava o troco. E eu nunca deixava barato. Mas, então... fui dormir. Ou melhor, deitar. Fechei os meus olhos e sorri pensando: “amanhã vai ser O dia”.
♥   ♥   ♥
Pois é, dia 21de agosto. Meu aniversário. Audição. Acordei num pulo da cama e fui até o banheiro para escovar os dentes. Como já tinha escolhido a roupa no dia anterior, apenas enfiei o vestido floreado pela cabeça.  Coloquei uma sapatilha, o meu colar de crucifixo – amuleto da sorte -, um perfume doce e floral, e resolvi fazer uma maquiagem diferente hoje. Passei um gloss cor de boca, mas pintei os olhos com sombra preta, lápis de olho e passei um rímel transparente. Deixei os cabelos soltos e separei no meio, deixando uma mecha de cada lado para que as partes azuis ficassem à mostra. Desci correndo as escadas e, como eu já esperava, apenas o meu pai estava na cozinha servindo o café na mesa em duas xícaras. Abracei-o, beijei sua bochecha e gritei:
- BOM DIA!
- Bom dia, filha! Acordou animada pelo jeito, hein? – meu pai brincou comigo.
- Claro! O que você espera que eu faça num dia como hoje? – e sentei à mesa.
- Você não tem jeito mesmo, garota!
- Não, hoje ninguém me segura.
- Então, o que vai querer para comer, senhorita animadinha?
- Só uma torrada. Você sabe que eu não como muito de manhã.
- E nem é bom que você coma. Imagina você lá, cantando, quando de repente o café-da-manhã resolve dar um alô.
- Ai, pai. Nem fala uma coisa dessas. – Revirei os olhos e tentei não imaginar a cena. – Então, como a mamãe está se sentindo hoje? – Papai ficou sério de repente.
- É, um pouco melhor... Mas a dor de cabeça nunca passa. Chamei o médico para examiná-la hoje aqui em casa. Ele virá de tarde.
- Ah, pai... Eu nem vou estar aqui. Passarei o dia todo no local dos testes.
- Eu sei. Mas nós falaremos para você tudo o quê o médico dirá.
- Tá bom, então... Mas tem que me prometer que irá contar tudinho. – papai assentiu com a cabeça – Se é assim... Agora vou até lá em cima para me despedir da mamãe. Você me leva até a audição?
- Claro, tudo o que você quiser. Hoje é seu aniversário. Parabéns, minha garotinha que já está virando mulher.
- Pois é. Obrigada, papai. – larguei um sorriso tímido e saí correndo para ver como mamãe estava.
♥   ♥   ♥
Após uma conversa longa e séria com a minha mãe, que me advertiu sobre vários assuntos, nós fomos até o local endereçado. Mamãe parecia um pouco melhor, mas acho que ela estava só fingindo estar bem para que eu não me preocupasse. Chegamos ao lugar certo e me despedi do papai com um abraço e um beijo. Hoje era sábado, mas ele não deixaria de trabalhar. Papai tem o cansativo trabalho de um engenheiro.
Pulei do carro e percebi que a fila já estava enorme. Tirei o celular da minha bolsa para dar uma olhada na hora: 9h30min. Os portões só abrem às 10 horas. Então, são 30 minutos para passar nessa fila enquanto eu morro de ansiedade. Decidi ficar me distraindo com alguns joguinhos do celular até que, não sei por qual motivo, o garoto que estava na minha frente resolveu vir andando de costas para trás. Talvez alguém estivesse empurrando ele. Mas foi rápido demais e isso fez com que o meu celular me traísse com o chão. Não me contive e resolvi cutucar o maldito garoto à minha frente.
- Qual é a sua, hein, menino? Tá achando que você é o último da fila e pode ir andando de costas assim sem olhar pra trás? – falei antes que ele se virasse para mim. E foi nessa hora que ele se virou e eu tive que me segurar para não abrir a boca com tanta beleza.
- Desculpa, mas é que estavam me empurrando aqui. – ele parou de falar apenas para me olhar baixo para cima. – E quem é você? – ele falou com um sorriso malicioso (ou foi impressão minha?).
- Eu sou Jasmine. Prazer, garoto-que-me-empurrou-derrubou-meu-celular-e-agora-quer-saber-meu-nome. – Falei tudo isso como se fosse o nome de uma pessoa e revirei os olhos.
- Pode me chamar de Harry. Harry Styles. – e estendeu a mão com um sorriso acompanhado de covinhas no rosto.
Andrew’s POV
Após uma manhã cansativa de serviço, cheguei em casa para almoçar com Claire e descansar. Mas quem disse que eu iria conseguir dormir, ou até mesmo deitar? Logo que cheguei, fui subindo apenas para encontrar Claire tentando caminhar até o banheiro. Ajudei-a passando o braço pela sua cintura enquanto ela se apoiava nos meus ombros. Fomos até o banheiro e chegando lá, ela me informou que estava enjoada e com ânsia de vômito. E numa situação dessas, a única coisa que se pode fazer é segurar o cabelo da pessoa e deixar que ela se livre daquilo que está deixando-a assim. Após ela se aliviar, voltamos para a cama e eu deitei a seu lado. Perdi a fome depois de presenciar aquela cena e passei a fazer carinho nos seus cabelos bagunçados por não serem mais escovados.  E ficamos abraçados na cama até a campainha tocar. Supus que fosse o médico e então desci para abrir a porta. Minha suposição estava certa e então deixei que ele entrasse.
- Boa tarde. – disse o médico vestido com seu jaleco branco.
- Boa tarde, doutor. Me acompanhe. – e caminhei na sua frente até chegar ao andar de cima. Abri a porta do quarto e deixei que ele entrasse para examinar Claire.
Fiquei parado perto da cama, esperando que a avaliação acabasse logo para sabermos os resultados dos exames. Após o que pareceram horas de sufoco para mim, o médico me olhou com uma expressão séria – aquela expressão que os médicos têm e você já começa a pensar besteira – e disse numa voz mais séria ainda:

- Desculpe-me informar, mas a sua mulher tem um tumor cerebral. Tudo indica que restam apenas poucos meses de vida para ela. – o médico resolveu falar para o meu desespero.